O Pêndulo
27/09/2009
Não dá pra saber em qual extremidade do pêndulo eh melhor estar. De um lado, uma instabilidade absurda, não reciprocidade, que parece atrapalhar as diversas coisas rotineiras que a gente faz, e do outro lado, simplesmente não há nada que se possa fazer, para que esse lado se torne o último antes do pendulo se estabilizar lá no centro, com a bolinha parada. O que parece, é que esse pêndulo não está na terra, por que ele não tá apresentando resistência nenhuma. Ele oscila de um lado para o outro, mas o que deveria mantê-lo em desaceleração parece não existir. Um dia, ele está de um lado, lá em cima, daí ele a medida que ele desce perdendo força, ele passa pelo centro, e vai para o outro, sobe, e por lá fica por alguns segundos, daí então ele desce, e o processo continua ininterruptamente. Parece que o que impulsiona a bolinha a não ficar no centro é uma fuga quase que covarde de escolher um lado para ficar. Se está de um lado, ocorre a tentativa de mandá-lo logo para o outro lado, para que não tenha que se conviver com a instabilidade doentia que o outro causou. E o pior, é que após a fuga, o outro lado também é instável, então ocorrendo mais uma vez, a fuga para o outro lado. Onde ele deveria ficar, no centro, tranquilo, ele não fica de jeito nenhum. Talvez amarrando a bolinha do pêndulo ali no meio possa ser a solução. Por que até agora, ainda não vi outra solução. O que já se viu, é que conviver tanto um lado quanto com o outro, parecem ser coisas extremamente difíceis, por simplesmente uma base nada firme que está presente. Por mais que se diga que isso não é nada demais, nada de outro mundo, parece que essas coisas definitvamente não foram ou não serão coisas feitas para o rapaz aqui. Sinceramente, não tô querendo mais fazer nada a respeito. De que adianta ficar mudando os valores das variáveis, se o resultado final é sempre o mesmo? Fica a pergunta.
O que resta é continuar nessa caminhada bizarra. Não há muito o que fazer além disso. E lá vamos nóis….eu, eu mesmo e a minha sombra…