Tá tudo errado
20/09/2010
Digo, sem dúvida nenhuma, que tá tudo errado. Fora as questões que ainda me incomodam – mas que não vêm ao caso – faço essa afirmação com cada vez mais certeza e cada vez mais tristeza. Quando digo isso, me refiro à essa época em que temos que escolher os candidatos que vão nos representar em Brasília e no mundo. É tanto desrespeito, que parece ser de propósito. Quando vejo candidatos que só conseguem pedir voto – ou pior, escolhem essa maneira – através de um jingle irritante, daqueles que não saem da cabeça, ou jingles que são tristemente “traduzidos”, como o que se aproveitou de uma música do Michael Jackson, me vem aquele sentimento de vergonha alheia. Me pergunto se seria capaz de fazer campanhas desse tipo um dia, mas antes mesmo de terminar de me perguntar, me vem a resposta: “Nem que a vaca fizesse cof cof e nem que a chuva de canivete virasse uma tempestade”. É tanta vergonha alheia, mas tanta, que dá vontade de mudar de canal e voltar depois dos 3 segundos que alguns candidatos têm. Quando eles têm mais tempo, “melhoram” as coisas, mas mesmo assim, alguns acabam aproveitando pra colocar mais asneiras no único momento em que podem apresentar alguma proposta decente para o eleitor. Me lembro na campanha passada, se não me engano, que havia um candidato que se auto-entitulava “Ninguém”. “Confie em Ninguém! Vote em Ninguém”, era o seu bordão. E por que não mencionar também um candidato que quebrava ovos (?!?!) na cabeça pra pedir voto (?!?! de novo). “Não é possível. É sério isso?” Isso era o que me vinha na cabeça.
Quatro anos depois, com um pouquinho mais de maturidade e um pouco mais de noção das coisas, vejo isso hoje como uma simples e total falta de respeito com o brasileiro. A bagunça é tamanha, que passa de qualquer limite de mal-senso e absurdo. Recebi um e-mail um dia desses, em que me vinham as fichas dos candidatos para as eleições de 2010, e só me veio estarrecimento ao ler cada uma delas. Tiririca, Mulher-melão, Marcelinho Carioca, O “K”e o “L”do KLB, Netinho, Batoré, eram os candidatos que pretendem (a maioria não sabe como) representar seus correspondentes estados. Alguns desses, acreditem se quiser, possuem o “Lê e escreve” como grau de instrução. Como é possível que alguém que só lê e escreve, vai conseguir ler criar propostas, argumentá-las, interpretar outros projetos de lei se são quase analfabetos funcionais? Como alguém que não tem experiência alguma em política, experiência alguma em administração – que é importante também – vai conseguir representar bem seu estado? O candidato (esse é o mais absurdo) Tiririca, afirma com todas as letras “Não sei o que um candidato federal faz”, e mesmo assim, L-I-D-E-R-A as pesquisas de intenções de voto em São Paulo. Então eu te pergunto: Você mandaria seu computador pra alguém que não sabe nada de informática? Você voaria com um piloto que não sabe pilotar? Você contrataria um advogado que não sabe nada de lei? Você vota num candidato que não sabe o que fazer….? É tão simples responder isso que respondê-la erradamente chega a ser absurdo (nojento, talvez?). Como num país escolhem um palhaço (literalmente) para ser seu representante? A campanha desse Tiririca é uma total falta de respeito com a “democracia”(também não vem ao post) do Brasil. O pior disso é ver gente rindo horrores quando o vêem fazendo sua campanha “Adivinha quem está falando?! Adivinha?!” P**#&#*)#&#(*ˆ#, ao ver isso, me dá a vontade de quebrar a televisão. Se eu pudesse, eu o empurrava da minha própria casa, atravessando a tela de tv e dando uns tapas na cara desse ser. É absurdo, nojento, desrespeitoso e desanimador, saber que um país admite que candidatos desse porte se candidatem, façam piadinha com o eleitor, cuspam na bandeira da democracia, e ainda consigam ser eleitos pelos cúmplices desse crime. Pior que isso, é pensar também que não faz parte dos planos do governo tentar melhorar a situação em questão. “O povo é burro, alienado, me dá voto, eu venho pra cá, ganho meu dinheiro e é isso aí”. A massa burra é obrigada a votar! “Paradoxo da democracia” é o nome.
Tá tudo errado…
Sede, muita sede
11/05/2010
É muita sede. A garganta e o corpo prezam por coisas, materiais e não-materias
Muitas coisa por fazer, e não sei por onde começar. Quero….
Quero acabar minha faculdade, quero começar outra faculdade, quero terminar desenho industrial, quero fazer arquitetura, quero fazer cinema, quero fazer fotografia, quero consertar minhas máquinas, quero comprar outras melhores, quero viajar por aí sem sair do meu lugar, quero ir pro Canadá, quero ir pra França, quero aprender francês, quero aprender outras línguas, quero aprender teclado, quero aprender sax, quero aprender bateria, quero descer um montanha de ski, quero voar numa rampa de snowboard, quero andar de avião, quero andar muito de avião, quero pilotar um avião, quero pilotar um helicóptero, quero ter coragem de pular de para-quedas, quero voltar a andar de skate, quero andar por aí, quero comprar meu carro, quero comprar meu segundo carro, quero que a bateria do meu mp3 não acabe, quero música, muita música, quero rock, quero bossa, quero lounge, quero samba, quero torcer pelo meu time, quero gritar pelo meu time, quero morrer pelo meu time, quero me descabelar zoando flamenguistas, quero levar um tombo e dar gargalhadas sozinho dele, quero tropeçar e recuperar o equilíbrio, quero andar de novo e quase morrer num buggy no nordeste, quero nadar numa praia do Caribe e ver meus pés nas água transparente, quero viajar, quero concentração, quero ler, quero boa noite de sono, quero acordar bem, quero não enrolar na cama pra levantar, quero me espreguiçar e dar um berro pra acordar, quero levantar, quero caminhar, quero correr, quero correr muito e não me cansar, quero meu nescau prontinho, quero meu suco prontinho, quero meu pãozinho com manteiga, quero meu cereal, quero sim minha pizza gordurenta, quero sim comer uma bomba de chocolate gigante, quero ficar com bigode de chocolate dessa bomba de chocolate, quero meu descanço, quero que o relógio do mundo pare, quero que o tempo pare, quero que o tempo pare nas horas que eu quero, quero que ele pule as horas que eu não quero, quero minhas histórias pra contar, quero contá-las de fato, quero meu prazer em fazer o que gosto, quero agradecer por ter isso no dia de hoje, quero omitir pro bem, quero omitir pouco pro bem, quero compartilhar, quero amar, quero ser amado, quero meu bem pra que possa lhe beijar a testa antes de ir encarar o mundo, quero meu filho, quero ensinar o violão pra ele, quero ver ele se entortar todo pra fazer um acorde com pestana, quero ver ele gritar gol e correr na minha direção, quero dar uma camisa do Vasco pra ele, quero dar uma camisa do Brasil pra ele, quero minha filha, quero dar algum presente que ela goste, quero ver filmes infantis com ela, quero fazê-la dormir, quero vê-la dormir, quero fazer as coisas sozinho, quero não me sentir sozinho, quero meus amigos, por ora quero ninguém, por ora quero algúem, quero viver, quero matar minha sede.
Por onde começo?
A história não-história
26/04/2010
Aconteceu e ainda acontece, em uma cidade longe e perto, em dias comuns e dias incomuns, uma história ou uma não-história de uma pessoa. Nessa história e não-história, certas coisas são constantes; outras boas outras nem tanto. Mas o que mais parece incomodar essa pessoa, é o fato de estar se fazendo perguntas o tempo todo. Claro que é necessário se indagar toda hora, mas o que essa pessoa não entende, é que algumas perguntas simplesmente não têm uma resposta pronta, não têm um manual de instruções, não têm o certo e o errado. O que tem geralmente, é uma série de fatos, interpretados (algumas vezes mal, outras nem tanto) para si. E isso acontece o tempo todo, mas parece que ele não consegue ver o que está, esteve e estará na sua tortuosa caminhada. E isso, com certeza, não é nada legal. Ao seu redor, o ambiente que essa pessoa tem nem sempre lhe foi tão favorável, mas que nunca lhe foram tão ruins assim. Nem sempre a vida lhe poupou por ter seguidos certos caminhos erradamente. Tal castigo, ás vezes é compreensivo, devido ao fato dela estar sempre lhe enviando sinais para melhor escolha desse caminho. E esse castigo, maltrata cada vez mais o nosso protagonista, com sua mania incessante de distorção dos fatos. Hoje, está ali, no seu canto, estagnado e imóvel feito uma estátua. Ao seu redor, tem muitas coisas espalhadas; coisas velhas, fotos que estão amarelas ou simplesmente sem cor, mas que parecem ter uma atração quase que doentia pelo protagonista da nossa história. Ou naõ seria o contrário? Afinal, fotos são coisas sem vida, e quem toma a decisão são as pessoas. Enfim…além dessas hoje pseudo-fotos, tem também uns copos vazios, que lhe serviram de consolo para esquecer que o tempo esteve ali e que passou na mesma velocidade que o piscar dos seus olhos. Ou em um estalar de dedos? Mas afinal, por que viver uma história-não história? Por que viver um tempo não-tempo; tempo este que chegou e foi embora? Talvez pelo fato de estar sempre parado no mesmo lugar e ao mesmo tempo com a cabeça em milhões de lugares? Sim, talvez. Vive e não vive, seu coração bate mas só por obrigação e sua cabeça voa por estúpida opção. É só mais um na mesma fila que todos estão, indo para o mesmo lugar. Mas apesar de tudo, amigos não lhe faltam. Amigos estes que estão caminhando, lutando, correndo e vivendo a medida que o tempo lhe oferece, a medida que crescem e amadurecem, a medida que os dias passam e aquelas coisas que a gente imaginava fazer quando criança, foram meramente pensamentos mais puros e mais verdadeiros que os que temos hoje em dia. Aqueles pensamentos puros e sua atitudes mais puras ainda. Aquela sua primeira paixão do tempo em que brincava com seus bonecos, e que sonhava, mesmo que imaturamente, ficar com aquela menininha linda, com seus olhos castanhos, quando crescesse. A descoberta do sentimento mais puro existente, que todos buscam, foi feito de maneira tão natural, sem ninguém lhe cobrando absolutamente nada, sem ninguém parecendo se importar, foi tão fácil quanto um adulto poderia lhe tirar um doce seu, enquanto seus olhos se prestavam a ver a doce menina passando.
Mas parece que ele cresceu e ….retrocedeu. Não seguiu a pureza das atitudes da criança feliz e completa que foi, com seus pensamentos. Mais puros e mais saudáveis por que tais não eram tão exigentes, não tiravam tantas forças, não faziam perder a concentração, não faziam desviar a atenção para aquilo que era realmente necessário. E como isso lhe desgasta, como isso lhe cansa. Estão todos por ali, estáticos…
Sim, ao pé-da-letra
22/04/2010
Queria mesmo seguir ao pé da letra todas as coisas que eu escrevo, penso, observo e guardo. Queria mesmo. Mas tem coisas “maiores” que simplesmente fecham o caminho pra você, só pra você, e te deixam numa encruzilhada sem tamanho. Quem está de fora acha que é pouco caso, ou como diriam nossos pais, reclamar de barriga cheia. Já postei muito sobre isso, penso muito nisso, na verdade, mas parece que a prática vira coisa de outro mundo. PORRA! Eu definitivamente estou agoniado com muita coisa que deixei de fazer ao longo da minha vida, coisas estas que estavam na minha frente, piscando com uma luz tão forte que tava difícil até de abrir o olho. Eu definitivamente estou ficando “velho” pra algumas coisas que a juventude de hoje vê com tanta banalidade (erradamente, na minha opinião). Eu definitivamente não ainda segui tudo o que escrevo. Tenho certeza que não é só comigo, assim como tenho certeza que isso tem solução. Viver do mesmo jeito a vida inteira é uma BURRICE! É uma estupidez sem tamanho! São 8 passos pra trás e -2 pra frente. É olhar pra frente e não ver nada além de uma parede ridiculamente criada por você, e que parece ser de tijolo e cimento, quando na verdade é só de isopor; cai só com um peteleco. Não há nada de errado. Todas as coisas boas foram aprendidas por mim mesmo, tudo que faço é por mim mesmo, então o que tem de errado?
Eu queria mesmo seguir o que eu escrevo, mas ainda não consigo. Ainda não.
Est-ce que peux-tu m´aider?
Foi, froid
22/04/2010
Moi, je suis fatiguée d’etre comme ça,
Si tout est autant mal,
Par oú dois-je aller?
La vie suivra,
personne ne s’en apercevra
Ici, dans ce lieu,
Je crois que c’est fini,
je chanterais,
pour ne tomber,
et faire semblant de quelq’un,
qui vit comme ça,
trés bien
Je ne sais pas par oú c’est allé,
ce que reste pour moi aller,
je suis fatiguée de chercher,
le peu qu’a resté,
j’avait un peu d’amour,
j’etais trés meilleur,
mais tout a un noeud,
et la vie est perdú,
si le Dieu existe à l’agonie,
envoyez-moi cette cavalerie,
parce qu’ ajourd’hui la foi a m’abandonné
Clima, tranquilidade
30/01/2010
Clima, tranquilidade. Agora, sentado aqui no sofá de um evento considerado de “nerds”, rolou uma sensação muito maneira de várias coisas, várias visões. Tem 6000 pessoas aqui agora, olhando para seus respectivos laptops, monitores com jogos “alucinantes”, guitarras do guitar hero, baterias de rock band, gente fazendo oficina de não sei o que de robótica. Do lado, rola uma galera vendo um filme que também desconheço o assunto. Mais pro lado, tem uma galera se divertindo muito com um jogo que eu jogava na época que ia pra escola ter aula de estudos sociais. Mais pro lado, rola um lual, totalmente inusitado, com paulistas, capixabas, cariocas, gaúchos e alguns hermanos. Nesse momento, começa um ruído totalmente sem sentido, onde uma pessoa começa, e os outros “nerds” acompanham, sem saber tamém o porque. Uma outras pessoas totalmente jogadas em puffs, outras dormindo até no tapete do evento. Mas afinal, e daí? O que tem de tão importante e significativo que passou no teste “isso merece um post”. É muita coisa envolvida, mas ao mesmo tempo, coisas simples que ditam as regras desse jogo. Estão todos, absolutamente todos fazendo as coisas que lhes fazem bem, a maneira peculiar de cada um. Não tem ninguém preocupado se você está as 5 da manhã, jogado em um sofá, escrevendo um texto pra pessoas que não conhece. Mas sim, isso merece ser dito, merece ser documentado, merece ser, definitivamente, lembrado. Por que? Por que climas como esse, onde todos etão na boa, fazendo coisas e compartilhando alegria, são raros hoje em dia. Mas muito raros. Todo mundo se divertindo a sua maneira e ninguém preocupado se você é isso ou aquilo, seguindo as regras impostas pelo mundo em que a gente vive. Hoje eu vejo bem, e vejo como isso é legal. Meus dias corridos tiveram uma pausa muito boa. Confesso que não esperava muita coisa nesse sentido, e sim em outros, mas o que está vindo é lucro. Vale a pena botar em prática o que tem na cabeça e não se importar com que os outros falam. Se tem gente que fala mal, gente que recrimina, paciência. Quem está sendo o bobo da corte nessa história, é a própria pessoa que está julgando, perdendo tempo. Na minha caminhada de 0,01 km/h até o sofá em que estou estirado, foram feitas várias reflexões sobre o que realmente vale a pena nessa caminhada que a gente tá fazendo. Afinal, qual preço que tem o prazer de fazer o que a gente gosta, por mais idiota que isso pareça para os outros? Não tem preço, não mesmo. Essa frase tem que ser dita e repetida inúmeras vezes aos quatro ventos. Posso estar enganado, mas acredito que pra maior parte das pessoas, elas fazem o que lhes fazem bem, sem querer “aparecer”. Tem gent eque gosta, mas não acho que seja assim. Hoje pela manhã, esteve aqui uma repórter da MTV que possui cabelos totalmente … azuis, e um jeito extremamente peculiar de se vestir. Muito fácil julgar uma pessoa com cabelo de cor artificial e que se veste com roupas pretas e/ou alternativas. Concordam? Porém, te convido a fazer o julgamento dessa pessoa extremanete simpáticas, extremente atenciosa com TODAS as pessoas que foram falar com ela, e com uma lindeza e um carisma cativante, depois de conversar com ela durante 3 minutos. É fácil pre-julgar, mas isso definitvamente gera conclusões errôneas e precipitadas. Ela faz o que gosta, se veste do jeito que lhe convém e está feliz do jeito que é, podendo assim transmitir essa alegria num gesto pequeno chamado “sorriso”, e talvez o sorriso mais lindo que já vi nessa vida. Digo isso sem hipocrisia e vergonha alguma.
Clima, tranquilidade…mais coisas absorvidas de onde eu nem imagina tirar…
64
26/10/2009

Rapaz, mas que tempos malucos esses últimos. Malucos no bom sentido, afinal, os dois últimos meses serviram para dar aquela crescida em muitas áreas que a gente nem imaginava existir. E se imaginava, não sabia como era o “viver” a situação, saindo definitivamente da cabeça.
Parecendo gente grande (não tem como fugir), ouvi aquela frase: “Estou te desligando da empresa…” e bla bla bla…aquele papo. E junto com essa frase, aquele chão que me parecia estável se dizimou como muro feito de água. Vieram também preocupações, 17 fios de cabelo branco, união de quem gostava da gente e conselhos bem dados, e deduções muito bem ditas e ainda bem, concretizadas. Mas isso é uma coisa que vou falar um pouco mais pra frente.
Enfim, esses 60 dias foram muito bem aproveitados em questão de crescimento. Leituras absurdas de assuntos novos, filmes e histórias que passaram coisas interessantes, saídas sem rumo pelas ruas, que apesar de sem rumo, acabaram levando pra alguma lugar (paradoxo), em algumas horas, uma nostalgia com areas de língua estrangeira deram o ar da graça também, mas que da mesma maneira que surgiram, sumiram. Enfim…muitas coisas nesses exatos 64 dias de “férias”.
Anteontem, dia 23, esses dias de tempo livre foram interrompidos por um novo estágio, uma nova oportunidade em uma nova área, que por sinal, é muito maneira (pelo menos pra mim). É, rapaz, aquelas frases que marcam tanto quando você entra/sai de uma empresa, realmente são fortes, e trazem consigo várias outras coisas. “E aí, topas o desafio?” “Está contratado, parabéns”. O sorriso vai de uma orelha à outra mais rápido que um piscar de olhos. É bom sim ter uma nova oportunidade em uma outra área, e cá estou eu, lendo e estudando sobre o assunto que, pelo que tô vendo, vou gostar e muito mais do que hoje já gosto.
Mas não quero começar o post falando sobre o fim dele (o estágio). Quero mesmo é colocar nessas linhas o quão professor foi esse período de ócio. Outro paradoxo: fiz tanta coisa, que dizer ócio é quase um crime. Mas enfim. Sabe aquela hora em que você pergunta pra si mesmo e diz. “Caraca, como as coisas mudam rápido!” . E é a pura verdade. Olhando pra esses últimos 60 dias, dá pra perceber bem isso. Tá certo que em alguns dias, a preguiça tomava conta e simplesmente não fazia absolutamente nada, mas não tem problema. Quem disser que nunca fez isso é um baita mentiroso. Mas a maioria dos dias, foi de bastante aprendizado. Se pudesse passar o que me foi proporcionado para alguma pessoa, passaria muita coisa. Organização forçada, planejamentos alterados e consequentemente criação de novos, procura por novas oportunidades, observação no erros que já foram cometidos e também consequente cuidados para que estes não fossem repetidos futuramente, afinal, só acerta de verdade quem se deu a chance de errar. Concorda? Talvez essa indagação seja a que mais fiz nesses tempos. Pra quê ficar se recriminando por uma coisa que fez e que não deu certo? Já disse muitas vezes. Levanta a cabeça que daqui a pouco você não vai ter tempo nem pra enxugar as lágrimas, muito menos tempo de ficar de cara emburrada reclamando.
Mas não dá pra deixar de falar de uma coisa também que acho fundamental. Nos últimos tempos, deu pra sentir novamente como é bom o auto-didatismo. Fora a própria necessidade de ter que aprender sozinho as vezes, aprender sozinho não estando obrigado é extremamente gratificante também. “Por que você tá aprendendo isso?” “Ué, porque eu quero?!” Não tem como fugir muito dessa resposta. Além das coisas que tentava aprender naturalmente, outra vontande que “foi surgida”, foi a retomada dos estudos de outra língua, no caso o francês. Depois de conhecer uma pessoa que tem o francês como língua nativa, conversar normalmente com uma pessoa que teve contato com a língua francesa há muito menos tempo que eu, me fez sentir aquela “inveja branca” e aprender de vez a língua, e finalmente aprender depois de 11 anos desde o início com o contato com a língua. Isso sem falar que tive oportunidade de aprender na marra, e acabei deixando de lado. Mas enfim, os estudos estão sendo bons também, e vamo que vamo.
Foram 64 dias que talvez todos deveriam passar uma vez na vida, pra ver que uma porrada, um olho roxo, um dente quebrado e umas dores nas costas, podem acabar trazendo coisas boas no futuro.
On ya que le temps est court et va trop vite.
O Pêndulo
27/09/2009
Não dá pra saber em qual extremidade do pêndulo eh melhor estar. De um lado, uma instabilidade absurda, não reciprocidade, que parece atrapalhar as diversas coisas rotineiras que a gente faz, e do outro lado, simplesmente não há nada que se possa fazer, para que esse lado se torne o último antes do pendulo se estabilizar lá no centro, com a bolinha parada. O que parece, é que esse pêndulo não está na terra, por que ele não tá apresentando resistência nenhuma. Ele oscila de um lado para o outro, mas o que deveria mantê-lo em desaceleração parece não existir. Um dia, ele está de um lado, lá em cima, daí ele a medida que ele desce perdendo força, ele passa pelo centro, e vai para o outro, sobe, e por lá fica por alguns segundos, daí então ele desce, e o processo continua ininterruptamente. Parece que o que impulsiona a bolinha a não ficar no centro é uma fuga quase que covarde de escolher um lado para ficar. Se está de um lado, ocorre a tentativa de mandá-lo logo para o outro lado, para que não tenha que se conviver com a instabilidade doentia que o outro causou. E o pior, é que após a fuga, o outro lado também é instável, então ocorrendo mais uma vez, a fuga para o outro lado. Onde ele deveria ficar, no centro, tranquilo, ele não fica de jeito nenhum. Talvez amarrando a bolinha do pêndulo ali no meio possa ser a solução. Por que até agora, ainda não vi outra solução. O que já se viu, é que conviver tanto um lado quanto com o outro, parecem ser coisas extremamente difíceis, por simplesmente uma base nada firme que está presente. Por mais que se diga que isso não é nada demais, nada de outro mundo, parece que essas coisas definitvamente não foram ou não serão coisas feitas para o rapaz aqui. Sinceramente, não tô querendo mais fazer nada a respeito. De que adianta ficar mudando os valores das variáveis, se o resultado final é sempre o mesmo? Fica a pergunta.
O que resta é continuar nessa caminhada bizarra. Não há muito o que fazer além disso. E lá vamos nóis….eu, eu mesmo e a minha sombra…
Basta
10/09/2009

“Against the grain should be a way of life,
what’s worth the price is always worth the fight”
Passo a passo
07/09/2009

Bom. Três semanas dos tempos que talvez tenham sido os mais professores e guias que esse rapaz aqui viveu até hoje. A cabeça muitas vezes se ocupa com coisas legais, outras horas com coisas não tão legais, e outras horas … enfim. Na primeira semana do acontecido, várias coisas ruíns foram à cabeça, e acabaram por tomar um pouco de conta daquele espaço que estava sendo produtivo. Aquele chão que parecia tão seguro sumiu de repente. Segunda semana já foi melhor, e terceira semana diria que foi…”o que fazer agora?”. É. Fora as obrigações da faculdade, como ocupar esse tempo que surgiu do nada? Voltas, fotos, leituras, acabaram por cumprir esse papel de ser o tapa-buraco. Ou melhor, tapa-buraco não, pois tais coisas não estão aí só para ocuparem o tempo, mas pelo contrário, estão lá pra que haja passagem pra muitas informações boas chegarem. Enfim. Caminhadas e corridas são bons pra que os pensamentos vaguem por aí junto com você.
Mas o que não tem sido bom, é que uma senhora chamada “Insônia” resolver fazer uma cordial visita, mas gostou tanto que não sai mais daqui de casa. Há noites em que ela faz barulho e deixa a música alta até as 5 da manhã, quando finalmente consigo vencê-la e finalmente também, consigo dormir. Digo que essa é a coisa que mais tem incomodado nesses dias. Já me disseram que é ansiedade, stress, e não sei mais o que. “Faça um esporte que melhora” (Tô achando essa idéia boa, hein?). Voltar a velha forma de atReta.
Mas outras coisas vieram também. Nessas horas também que a gente vê que tem gente do nosso lado. Amigos de curta, média e principalmente longa data. Legal mesmo. Nesse mês de agosto, coisas desse tipo tomaram forma e se solidificaram. Soa clichê, mas saber que tem gente do nosso lado é bom e faz bem.
Entre as mais coisas que estão sendo descobertas ou redescobertas, estão os filmes. Rapaz, acho que fojá foram uns 138486 (Dica? “Na natureza selvagem”). Todos eles tinham a princípio alguma coisa pra passar, e propositalmente foram escolhidos a dedo, naquela estante da locadora que pouca gente dá bola.
Enfim. Tem sido dias .. não sei bem o termo. Bons pra descansar, depois de três anos sem férias, tempo bom pra colocar coisas em ordem, pra dar continuidade a projetos que já deviam estar cumpridos há MUITO tempo, e que se deixar passar agora, talvez fique tarde pra consertar. Uma coisa de cada vez, um passo depois do outro, pouco a pouco, vai tudo se encaixando e tomando forma. Não adianta se jogar como um kamikaze nas coisas, sendo que você sabe que especificamente pra você, isso não funciona. Já que há coisas a serem superadas, que seja aos poucos. Correto? Há muito ainda há ser feito e a peleja ainda é longa.
Então é isso aí. Amanhã veremos o que fazer. Quem quiser companhia para manhãs e tardes, acho que sou uma agradável.


