64

26/10/2009

 

cume

Rapaz, mas que tempos malucos esses últimos. Malucos no bom sentido, afinal, os dois últimos meses serviram para dar aquela crescida em muitas áreas que a gente nem imaginava existir. E se imaginava, não sabia como era o “viver” a situação, saindo definitivamente da cabeça.

Parecendo gente grande (não tem como fugir), ouvi aquela frase: “Estou te desligando da empresa…” e bla bla bla…aquele papo. E junto com essa frase, aquele chão que me parecia estável se dizimou como muro feito de água. Vieram também preocupações, 17 fios de cabelo branco, união de quem gostava da gente e conselhos bem dados, e deduções muito bem ditas e ainda bem, concretizadas. Mas isso é uma coisa que vou falar um pouco mais pra frente.

Enfim, esses  60 dias foram muito bem aproveitados em questão de crescimento. Leituras absurdas de assuntos novos, filmes e histórias que passaram coisas interessantes, saídas sem rumo pelas ruas, que apesar de sem rumo, acabaram levando pra alguma lugar (paradoxo), em algumas horas, uma nostalgia com areas de língua estrangeira deram o ar da graça também, mas que da mesma maneira que surgiram, sumiram. Enfim…muitas coisas nesses exatos 64 dias de “férias”.

Anteontem, dia 23, esses dias de tempo livre foram interrompidos por um novo estágio, uma nova oportunidade em uma nova área, que por sinal, é muito maneira (pelo menos pra mim). É, rapaz, aquelas frases que marcam tanto quando você entra/sai de uma empresa, realmente são fortes, e trazem consigo várias outras coisas. “E aí, topas o desafio?” “Está contratado, parabéns”. O sorriso vai de uma orelha à outra mais rápido que um piscar de olhos. É bom sim ter uma nova oportunidade em uma outra área, e cá estou eu, lendo e estudando sobre o assunto que, pelo que tô vendo, vou gostar e muito mais do que hoje já gosto.

Mas não quero começar o post falando sobre o fim dele (o estágio). Quero mesmo é colocar nessas linhas o quão professor foi esse período de ócio. Outro paradoxo: fiz tanta coisa, que dizer ócio é quase um crime. Mas enfim. Sabe aquela hora em que você pergunta pra si mesmo e diz. “Caraca, como as coisas mudam rápido!” . E é a pura verdade. Olhando pra esses últimos 60 dias, dá pra perceber bem isso. Tá certo que em alguns dias, a preguiça tomava conta e simplesmente não fazia absolutamente nada, mas não tem problema. Quem disser que nunca fez isso é um baita mentiroso. Mas a maioria dos dias, foi de bastante aprendizado. Se pudesse passar o que me foi proporcionado para alguma pessoa, passaria muita coisa. Organização forçada, planejamentos alterados e consequentemente criação de novos, procura por novas oportunidades, observação no erros que já foram cometidos e também consequente cuidados para que estes não fossem repetidos futuramente, afinal, só acerta de verdade quem se deu a chance de errar. Concorda? Talvez essa indagação seja a que mais fiz nesses tempos. Pra quê ficar se recriminando por uma coisa que fez e que não deu certo? Já disse muitas vezes. Levanta a cabeça que daqui a pouco você não vai ter tempo nem pra enxugar as lágrimas, muito menos tempo de ficar de cara emburrada reclamando.

Mas não dá pra deixar de falar de uma coisa também que acho fundamental. Nos últimos tempos, deu pra sentir novamente como é bom o auto-didatismo. Fora a própria necessidade de ter que aprender sozinho as vezes, aprender sozinho não estando obrigado é extremamente gratificante também. “Por que você tá aprendendo isso?” “Ué, porque eu quero?!” Não tem como fugir muito dessa resposta. Além das coisas que tentava aprender naturalmente, outra vontande que “foi surgida”, foi a retomada dos estudos de outra língua, no caso o francês. Depois de conhecer uma pessoa que tem o francês como língua nativa, conversar normalmente com uma pessoa que teve contato com a língua francesa há muito menos tempo que eu, me fez sentir aquela “inveja branca” e aprender de vez a língua, e finalmente aprender depois de 11 anos desde o início com o contato com a língua. Isso sem falar que tive oportunidade de aprender na marra, e acabei deixando de lado. Mas enfim, os estudos estão sendo bons também, e vamo que vamo.

Foram 64 dias que talvez todos deveriam passar uma vez na vida, pra ver que uma porrada, um olho roxo, um dente quebrado e umas dores nas costas, podem acabar trazendo coisas boas no futuro.

On ya que le temps est court et va trop vite.

O Pêndulo

27/09/2009

Não dá pra saber em qual extremidade do pêndulo eh melhor estar. De um lado, uma instabilidade absurda, não reciprocidade, que parece atrapalhar as diversas coisas rotineiras que a gente faz, e do outro lado, simplesmente não há nada que se possa fazer, para que esse lado se torne o último antes do pendulo se estabilizar lá no centro, com a bolinha parada. O que parece, é que esse pêndulo não está na terra, por que ele não tá apresentando resistência nenhuma. Ele oscila de um lado para o outro, mas o que deveria mantê-lo em desaceleração parece não existir. Um dia, ele está de um lado, lá em cima, daí ele a medida que ele desce perdendo força, ele passa pelo centro, e vai para o outro, sobe, e por lá fica por alguns segundos, daí então ele desce, e o processo continua ininterruptamente. Parece que o que impulsiona a bolinha a não ficar no centro é uma fuga quase que covarde de escolher um lado para ficar. Se está de um lado, ocorre a tentativa de mandá-lo logo para o outro lado, para que não tenha que se conviver com a instabilidade doentia que o outro causou. E o pior, é que após a fuga, o outro lado também é instável, então ocorrendo mais uma vez, a fuga para o outro lado. Onde ele deveria ficar, no centro, tranquilo, ele não fica de jeito nenhum. Talvez amarrando a bolinha do pêndulo ali no meio possa ser a solução. Por que até agora, ainda não vi outra solução. O que já se viu, é que conviver tanto um lado quanto com o outro, parecem ser coisas extremamente difíceis, por simplesmente uma base nada firme que está presente. Por mais que se diga que isso não é nada demais, nada de outro mundo, parece que essas coisas definitvamente não foram ou não serão coisas feitas para o rapaz aqui. Sinceramente, não tô querendo mais fazer nada a respeito. De que adianta ficar mudando os valores das variáveis, se o resultado final é sempre o mesmo? Fica a pergunta.

O que resta é continuar nessa caminhada bizarra. Não há muito o que fazer além disso. E lá vamos nóis….eu, eu mesmo e a minha sombra…

Basta

10/09/2009

Braços abertos

“Against the grain should be a way of life,
what’s worth the price is always worth the fight”

Passo a passo

07/09/2009

P1010496

Bom. Três semanas dos tempos que talvez tenham sido os mais professores e guias que esse rapaz aqui viveu até hoje. A cabeça muitas vezes se ocupa com coisas legais, outras horas com coisas não tão legais, e outras horas … enfim. Na primeira semana do acontecido, várias coisas ruíns foram à cabeça, e acabaram por tomar um pouco de conta daquele espaço que estava sendo produtivo.  Aquele chão que parecia tão seguro sumiu de repente. Segunda semana já foi melhor, e terceira semana diria que foi…”o que fazer agora?”. É. Fora as obrigações da faculdade, como ocupar esse tempo que surgiu do nada? Voltas, fotos, leituras, acabaram por cumprir esse papel de ser o tapa-buraco. Ou melhor, tapa-buraco não, pois tais coisas não estão aí só para ocuparem o tempo, mas pelo contrário, estão lá pra que haja passagem pra muitas informações boas chegarem. Enfim. Caminhadas e corridas são bons pra que os pensamentos vaguem por aí junto com você.

Mas o que não tem sido bom, é que uma senhora chamada “Insônia” resolver fazer uma cordial visita, mas gostou tanto que não sai mais daqui de casa. Há noites em que ela faz barulho e deixa a música alta até as 5 da manhã, quando finalmente consigo vencê-la e finalmente também, consigo dormir. Digo que essa é a coisa que mais tem incomodado nesses dias. Já me disseram que é ansiedade, stress, e não sei mais o que. “Faça um esporte que melhora” (Tô achando essa idéia boa, hein?). Voltar a velha forma de atReta.

Mas outras coisas vieram também. Nessas horas também que a gente vê que tem gente do nosso lado. Amigos de curta, média e principalmente longa data.  Legal mesmo. Nesse mês de agosto, coisas desse tipo tomaram forma e se solidificaram. Soa clichê, mas saber que tem gente do nosso lado é bom e faz bem.

Entre as mais coisas que estão sendo descobertas ou redescobertas, estão os filmes. Rapaz, acho que fojá foram uns 138486 (Dica? “Na natureza selvagem”). Todos eles tinham a princípio alguma coisa pra passar, e propositalmente foram escolhidos a dedo, naquela estante da locadora que pouca gente dá bola.

Enfim. Tem sido dias .. não sei bem o termo. Bons pra descansar, depois de três anos sem férias, tempo bom pra colocar coisas em ordem, pra dar continuidade a projetos que já deviam estar cumpridos há MUITO tempo, e que se deixar passar agora, talvez fique tarde pra consertar. Uma coisa de cada vez, um passo depois do outro, pouco a pouco, vai tudo se encaixando e tomando forma. Não adianta se jogar como um kamikaze nas coisas, sendo que você sabe que especificamente pra você, isso não funciona. Já que há coisas a serem superadas, que seja aos poucos. Correto? Há muito ainda há ser feito e a peleja ainda é longa.

Então é isso aí. Amanhã veremos o que fazer. Quem quiser companhia para manhãs e tardes, acho que sou uma agradável.

A tal pedra…

17/08/2009

stones

Sim, ela surgiu. A tal pedra. Não faz muita diferença em dizer se ela está no sapato, ou no meio do caminho. A questão é que a pedra está aqui, na minha frente, com aquele formato sem formato, e  com aquela cor desbotada e sem vida. Esse visual incrivelmente atrativo está gerando uma vontade meio bizarra de .. amarrar bem o tênis, dar alguns passos pra trás, dar uma corrida e dar um bico tão forte nessa porcaria, que não vou vê-la nem subir, de tanta força que ela vai receber. Isso porque se ela ficar, ela vai começar a crescer tanto, que toda a arrumação que fiz pra bicá-la será em vão, e a única coisa que vou conseguir tentando jogá-la pra longe será um dedo quebrado em 184 pedaços. Então se ela tem de ser bicada, que seja logo, rápido e forte.Mas antes, preciso contar a história dessa humilde e importante pedrinha.

Ela nasceu mais ou menos em outubro do ano passado, quando ouvia-se muito sobre uma tal situação que ..”Irá afetar todos os setores, blá, blá, blá..” “Todos têm de estar preparados para enfrentá-la” e mais blá blá blá. Enfim. Ela nasceu nessa época, e quando todo mundo pensou que ela tava começando a rolar ladeira abaixo e sumir, ela foi pra um lugar onde tinha um….porco. E de lá da lama, esse tal porquinho, que de tanto frio, começou a tossir e espirrar em cima de um garotinho que passava ali perto. Garotinho este, que por sua vez, pegou uma gripe daquelas. Mesmo assim, ele não se importou, e decidiu ir brincar com seus amigos de lego. Resultado? Todos seus coleguinhas ficaram doentes também, gripados e febris, com dificuldades de dormir à noite. Dificuldade esta que os fazia ir para o quarto dos seus pais, e que, adivinhem?! também ficaram doentes, por que seu filho brincou com aquele menino, que passava ali perto, que levou um belo espirro na cara de um porquinho que estava na lama. Lembra? Ele mesmo. Então. O desenrolar dessa história não é muito difícil de prever. Os pais foram ao médico, e o simples encostar na maçaneta contaminou o médico, que por sua vez contaminou sua esposa e seus filhos, e assim foi. Surgiu a tal Gripe Suína, Influenza, H1N1, e não sei mais o que. Só que o acontece aí, é que ela foi mais grave do que se pensava. Ela acabou contaminando um monte de gente, primeiramente ali no México, onde eu estava planejando até visitar em minhas férias, mas que infelizmente vai ter que esperar um pouco e tal. Mas sem perder o foco. Ela contaminou umas cucarachas por lá, que por sua vez, foram pra outros lugares, contaminando pessoas, mais e mais, sem controle, e “BOOM”! Ela ficou tão forte, que começou a contaminar as empresas também! A combinação “porquinho + espirro + cara do garotinho + vírus + pedrinha no meio do caminho” foi nada menos que catastrófica. Principalmente para aquelas que dependiam de gente viajando e comprando seus perfumes e bebidas famÓZar. E então, veio o que parecia inevitável para essa empresa simpática. Algumas pessoas tiveram que ter suas cabeças cortadas, bundas chutadas, e tiveram a grande chance de conhecer o olho da rua, esquina com a rua da amargura, com uma mão na frente e a outra atrás. E lá fui eu. E cá estou eu, com talvez aquele que seja o primeiro grande obstáculo da vida, que é famoso quando nós somos crianças, por ouvirmos o tempo todo dos nossos pais. Esse tal obstáculo que ouvi chegou, e digo que realmente não é a melhor coisa do mundo não. Mas como já disse várias vezes aqui mesmo, vem a pergunta: “E aí, rapaz, como você vai se levantar disso? Forte?” Já sei a resposta, já sei o caminho, já sei com quem falar, já sei como agir. Sou muito novo ainda pra ficar reclamando de uma coisa que acontece com a maioria das pessoas, e ficar sem fazer absolutamente nada para mudar. Já que tem que mudar, que seja para uma coisa boa. Correto? Se tem que ter um mal para que alguma nova oportunidade possa ter a chance de aparecer, que ela enfim apareça. Correto mais uma vez? Então é isso. Ainda não sei lidar com um monte de coisa minha, mas essa aí também é inadiável. Tem mais coisa que é inadiável, e digo que elas têm que andar de mãos dadas, se segurando com força para não se soltarem.

A sensação não é boa, mas até estranhamente, a vontade que foi obrigada a saltar está sendo grande. Estranhamente mesmo. Forças que você não sabe de onde vêm estão vindo à tona. Cabe a mim saber usá-las bem.

Só tenho a agradecer a cada uma das pessoas que mantiveram um ambiente nada menos que sensacional, onde com certeza fiz amigos. Esporros, discussões, brigas, surtos desvairados constantes, desproporcionalidade em encarar situações, mas principalmente, oportunidade para crescer profissional e pessoalmente foram mais que oferecidas. Acho que as usei bem. Entrei calado como uma porta, e saí falando por cotovelos, joelhos e tornozelos.

Foi um ciclo que se encerrou, mas como dizem, o mundo dá umas voltas por aí, e quando menos esperar, quando tiver olhando pra cima olhando aviões que nem um nerd, tirando fotos como um maluco, ou até mesmo, dando aquela caminhada matuta no caminho de casa, alguma coisa boa irá aparecer. Apoio eu tenho, chances também, então o que tiver que acontecer pra melhor, que seja logo. Vontade não está faltando.

E voltando à pedrinha, ela que me desculpe mas ela irá para longe, e o porquinho que me desculpe também, mas ele com certeza, está no caminho para se tornar um torresminhos daqueles…

“(…) O dia péssimo está acabando”

(…) Hold your breath and count your step,
And fall apart and start again…

Será?

09/08/2009

tempo2

Esse fim de semana pode ser considerado marcante. Diversão e nostalgia, paradoxalmente, caminharam lado a lado.  Antes de cada saída, uma busca por energias que antes vinham com uma facilidade absurda. Tenho que admitir que foi a primeira vez que essa busca aconteceu, mas não foi a melhor das sensações. Apenas para sair para ir “logo ali”, foi uma pequena dificuldade (ênfase ao “pequena”).  Aquela cochilada quase foi necessária. O olho ficou meio pesado, a energia estava faltando e  a animação também não estava no auge. Mas saímos. Mas no caminho, veio a pergunta “Será?” Será mesmo que aquele tic-tac do relógio tá ficando cada vez mais alto? Será que aquela areia da parte de cima tá ficando cada vez mais escassa, ao mesmo tempo que nasce um deserto na metade de baixo? Será que foi só por hoje, por causa do dia cachorro que a gente teve? Não sei. Só sei que conversando tranquilamente com as pessoas pela internet, veio mais uma reclamação do tipo “Caraca, ano passado eu tava virando as noites, me animando durante a noite inteira. Hoje às 3 já tô com sono”. É. No mínimo, uma coincidência.

Para completar o fim de semana pensativo, festejei a chegada de mais um grupinho de rugas na minha cara. Mas foi bom, muito bom. A animação não ficou tão abalada, justamente por ser um aniversário, mas muito de vez em quando, pensar que o tempo estava indo embora assustou um pouco. Mas esse “pouco”, tem que virar “nada”. Imagine só, viver TODOS os seus dias imaginando que o tempo está passando? Não faz sentido. Mas pensar nisso de vez, mas muito de vez em quando é importante.  Importante porque dá uma ajuda para que você se ajude a dar uma organizada no que está errado, no que está incompleto, e nas novas metas e objetivos que você tem que criar. Afinal, viver sem metas é ser carregado. Tem que haver mesmo, e elas têm que estar bem claras e bem planejadas. Afinal, aqui se vive, ou o que se vive são meros “acidentes”?

Mas a pergunta principal ainda permanece. Será?

Melhor esquecer por hoje. Boa noite.

“(…) Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa qualquer entendimento.” (Clarice Lispector)

O outro lado…

03/08/2009

luz2

Não é longe, não é difícil de chegar, não há porque não ir lá, e principalmente, não faz mal algum. Lá tem bastantes coisas. Desde um conforto por simplesmente não deixar você viajar e se afogar nos seus pensamentos errantes, até uma paz maior ainda por ele não te deixar correr mais que as próprias pernas. Lá é bom também, que as palavras que mais fazem sentido e mais te levam à coisas incríveis, têm significados gritados, amarrados, martelados à sua cabeça. Aquelas palavras que você ouve a sua vida inteira. Palavras estas que formam aquelas frases que você também ouve a vida inteira, e que não devem ser levadas para o clichê. Por quê? Porque elas são certas, certas e certas. Saber interpretar cada uma de suas letras aos seus pés também é certo. E elas estão lá…do outro lado. Lado esse que tem um muro pequeno, de argila, que dá pra derrubar com um dedo. Tornar esse muro mais forte é tão eficaz quanto dar cabeçadas na parede em uma situação de agonia. E lá está, o outro lado. Lá tem imãs.  Dá pra ver daqui. Lá tem também aqueles ambientes explícitos, propícios, pra cada uma das situações. E o melhor, esses ambientes estão bem claros na sua frente, que de tão fortes, te impedem de abrir os olhos. Parece também que alguém escreveu o que deve ser feito, como deve ser feito, o porque deve ser feito, e principalmente, mostram as consequências do que acontece se você não fizer o que deve ser feito, naquele ambiente que foi explicitado. Essas consequências estão piscando em vermelho e gritando. Mas não chega a ser barulhento, pois aturá-las é melhor do que senti-las na pele, no corpo e na mente.  Daqui também dá pra ver que lá no fundo, há uma porta entreaberta, que tem algumas pessoas com umas caras esperançosas entrando. Talvez por saber que aquilo que perderam (os ambientes, os scripts) estão perto de voltar à cada uma de suas mãos. Mas dá pra ver também algumas marcas em cada uma dessas pessoas. Umas ainda estão com o curativo, outras estão com apenas um band-aid, e outras estão entrando correndo, como se fosse a última chance de cada uma delas de viver o que sempre ficaram imaginando (algumas  delas, sentadas em casa e não fazendo nada). Mas o interessante mesmo, é ver que a luz que está lá, chega até aqui. E ilumina aqui também. Tal luz aumenta e chega mais forte, se o muro de argila começa a ser dizimado aos poucos, gota a gota. A medida que ele diminui, dá pra ver que lá tem muita gente chegando também. Alguns ainda deixando pisadas do barro que acabaram de pisar. As pegadas são muitas. Dá pra ver também, algumas cadeiras que foram largadas por aqui, por aquelas pessoas que simplesmente cansaram de ficar imaginando, e vendo suas vidas passarem, à medida que os anos foram se passando, e mais uma vela foi sendo incluída nos bolos em seus aniversários. Eles a largaram aqui. Umas chegaram até a ser quebradas de tanta força que foram atiradas. Sabem que estão indo para  lá, para o outro lado, para efetivamente, COMEÇAREM A SABER O QUÃO RÁPIDA É A PASSAGEM DE CADA UM POR AQUI. Para saberem que cada situação tem uma hora certa pra acontecer. Cada situação tem uns tijolinhos , que se bem juntados, erguem de forma sólida aquilo que cada um desejou. Na verdade, indo pra lá, engenharia e arquitetura viram suas profissões também. Erguer construções altas, sólidas se tornam coisas fáceis, muito fáceis. E realmente. Lá também ensinam a manter as mãos firmes, que de tão firmes, não deixam passar nem areia entre os dedos. E os que estão nas mãos das pessoas, estão também brilhando e gritando “estou aqui, e você não vai me deixar escapar”. Lá tem também amigos, que estão lá também pra dar uma força, dar um tapinha nas costas, ou te servir um café, caso você esteja ameaçando adormecer e tomar o caminho de volta pra cá. Se dormir, vai ter que dar a volta e entrar por aquela porta que está entreaberta lá no fundo. Pode voltar, mas te aconselho a não sair, pois vai ser uma perda de um tempo precioso. Lá ensinam também a não olhar pra muito longe, quando você está em uma situação interessante. Ensinam os olhos a irem sempre para os lugares certos, e se manterem fixos, firmes, e principalmente com poder de hipnotizar e prender como uma algema, o olhar de  quem está próximo. Mas o que dizem uma coisa  importante de lá do outro lado, é que a proximidade e o toque entre seres humanos é uma coisa muito normal e muito importante. Transmite energias que atraem as demais. Boas. Todas elas ficam concentradas nesse fluxo que começa a agir quando há o toque. Até em um aperto de mão acontece esse fluxo. Te ensinam isso bem, muito bem. Mas o mais importante, mais crucial que tem do outro lado, é que palavras tipo “arrependimento” estão totalmente barradas à kilômetros de distância. Barradas mesmo, com algemas e correntes. Não dá nem pra ouvir ela se aproximando.

Tempo ao tempo, chances explícitas, ambientes propícios, não estão longe. É só empurrar a cadeira, pegar um tênis confortável e  um pouco de água. Jogar a favor é sempre uma ótima.

Furacão…

21/07/2009

Pois é. As idéias estão sendo balançadas de um lado pra o outro, sem direção definida, e brigando entre si. Como resultado: dúvidas. Talvez por ser naturalmente paranóico com algumas coisas, ou simplesmente por algumas coisas não fazerem muito sentido. Não tentar concluir nada é um bom caminho, mas que há pistas nele…melhor não pensar. Já me disseram sobre um tal sexto sentido, que todo mundo tem um pouco. O que muda em cada um, é do jeito que ele se manifesta. No meu caso, já me disseram e já concordei que se trata de uma tal intuição. Pena que esse furacão deixa esse tal novo sentido embaçado, desfocado.

Não tentar antecipar as coisas, deixar que elas ocorram naturalmente, tomando apenas cuidado para que elas não atinjam um ponto que não deixe você fazer nada, sendo que há sim, muitas coisas a serem feitas. Coisas boas, coisas que só vão levar para a frente. Outra maneira de tentar dar uma amenizada nessa briga toda, e tentar diminuir o estrago que ela causa, seria não tornar essas tais coisas em grandes eventos. Pode ser. Mas que momentos bons foram compartilhados, e que mais um tijolinho de uma coisa que não sei o que será  (ou SE será alguma coisa um dia) talvez tenha sido colocado no lugar certo.

Posso estar tomando o caminho errado. Viajar é uma coisa infelizmente normal, mas que também infelizmente só leva à frustrações, mas definitivamente, ainda não aprendi a dominar essa porcaria. E agora, essa viagem parece que começa a ir longe demais…

INACREDITÁVEL !

11/07/2009

Suposições

Não há melhor palavra para descrever o que presenciei durante essa semana que passou. Inacreditável o modo como alguns tratam os demais, inacreditável como o o termo ’se defender’ pode ser tão mal interpretado, inacreditável como a soberba e o orgulho sobem à cabeça, a ponto de se tornarem tão fixos, que tirá-los de lá chega a quase ser uma utopia. Pior que isso: as pessoas que agora possuem essas pragas em suas cabeças não percebem que as têm, e o mau que elas causam. ‘Sem querer’ nesse caso aí é inaceitável.

Como todo mundo já presenciou alguma pessoa que está com o queixo nas alturas, olhando o mundo ‘de cima’, devido à uma boa conta bancária, ou devido a outros males que somos obrigados a correr atrás para sobreviver, não é muito difícil falar sobre esse assunto. Os sintomas dessas pragas na cabeça são muitos; desde ignorar um ‘bom dia’, até dar um corte daqueles bem bizarros, em que você fica sem chão nem pra dar um passo siquer. Seria  cômico se não fosse tão nojento. Só de imaginar já dá uma certa irritação. Perceber os lados ruíns que as pessoas possuem dentro delas são coisas que infelizmente todo mundo vê, todo mundo passa, mas que só alguns aprendem. Tiram como lição que aquele fora gratuito não leva à lugar algum, não fazem bem e em alguns casos, chega a ser trágico. Quanto custa um ‘Bom dia’, além de mexer alguns músculos do rosto? Quanto custa um ‘Precisa de alguma ajuda?’, além de alguns minutos que só vão fazer bem e só vão levar o barco que estão pra frente? Não custa absolutamente nada. Taí outra consequência das pragas. Primeira, a cegueira, e agora, a pobreza. Pobreza de espírito, pobreza de alma. Mas por outro lado ($), a pobreza está bem longe, a quilômetros de distância, que chegam a perdê-la de vista. Pena que educação e compreensão não se compram. Ou você as traz como consequência de sua educação, ou de situações que  viveu, ou você não as terá.

E cinismo? Quem nunca viu? Pois é, esse eu vi, e muito muito bem. Sabe aquelas horas em que você não sabe o que pensar e não conseguem aceitar que tais fatos ocorreram? Então. Multiplique isso por 100³ pra entender. Se não entender, não se preocupe por que uma hora isso acontece com você. Juro que meus dentes viram o mundo nessa hora, devido ao sorriso amarelo semelhante ao da vergonha que tive que dar.  ‘Cara, o que foi isso que eu vi agora?’. A cena fica na memória, mas a aceitação fica do lado de fora. Mas mesmo assim, tem como tirar lição disso. Definitivamente, a noção de como não afastar as pessoas deu um salto grande. Eu pensei de um jeito, mas outra pessoa, se não pensar igual, vai pensar pior e você não vai tê-la como parceira nunca mais.

O lado escuro das pessoas incrivelmente fica mais em vista do que o outro lado. Daí, vem outra preocupação, por imaginar na possibilidade de possuir esse lado escuro, ou se ele vai ser obrigado a ficar mais forte um dia.Mas ao mesmo tempo, vem um certo conforto por imaginar que o que não se deve fazer está sendo guardado bem. Hoje estou entendendo o que meus pais me diziam: que eu tinha que me preparar para o mundo, pois ele é duro é frio, e os únicos que estarão sempre do seu lado são eles mesmos.  O que posso fazer hoje é isso. Imaginar, lutar e torcer para que meu caminho não seja extremamente ruím, com pessoas querendo me derrubar, a ponto deu ter que fazer coisas que não acho certas. Tem que saber dispensar atenção proporcionalmente para as situações. Será que apenas uma pergunta seja motivo para que o punhal seja levado até seu pescoço? Não preciso dizer a resposta. Será que isso é uma ‘compensação’ por ter dito ‘Bom dia’, e por isso, ‘adquirir’ o direito de tratar alguém mal, e justificar depois dizendo que no início do dia, todo mundo foi cumprimentado por um ‘bom dia’ (que é dito só por falar e acompanhado de um belo sorriso amarelo) ? Não mesmo. Então não me venha com desculpas.

Termino esse post achando mais uma vez, como essas coisas são tão absurdas… Muito mesmo, pois nem as explicitando, minha raiva vai embora…

Settings…

05/07/2009

fumaça

Nada como umas boas idéias e ações pra darem aquele empurrãozinho na gente, não? Pois é.

Nesse meio tempo desde o último post, projetos surgiram, novas idéias chegaram, e enfim, aqueles dias produtivos deram as caras novamente.  Sem mais aquele desespero de terminar os trabalhos da faculdade (alívio absurdo). Alguns projetos interessantes, outros mais interessantes ainda. Agora não tem do que reclamar. Apesar de terem sido meio inesperados, vão ser bons. Nada como uma concentração por cá ,  além de um pouco de foco pra mandá-los pra frente.

Aquela vontade de aprender as coisas por si só parece que estão voltando. Maravilha. Reconheço que já tinha esquecido a última vez de ter tirado uma música legal no violão, ter aprendido e posto em prática alguma coisa nos estudos em web. Já faz tempo.

Nada como manter a cabeça ocupada. Esse é o segredo. Não deixar nada  atrapalhar, e mandar ver no que realmente  gosta.

O que vier será lucro e aprendizado.Vai ser uma corrida boa e produtiva.

Os joelhos que vão sentir…